Produção de Vídeo: a Colaboração Criativa
- Leonardo Castro Gomes
- 13 de mai.
- 3 min de leitura
Atualizado: 19 de mai.
A produção de vídeo é um contexto de motivação: Pessoas fazem videos como expressão de si; Organizações buscam influenciar a opinião pública; Empresas buscam clientes consumidores; Artistas provocam a audiência com ideias. Em todos os casos a produção se impõe como território de escolhas e circunstâncias. Neste post, vamos explorar como a colaboração criativa pode transformar a produção de vídeo, resultando em projetos mais impactantes.

Colaboração Criativa?
Ao reunir diferentes talentos e ideias para criar algo viável construímos um ambiente de colaboração criativa. Colaboramos para viabilizar uma realização. No contexto da produção de vídeo isso pode envolver um time especializado, com roteiristas, diretor, editor, designer de som e muitos outros profissionais. Em muitos casos a colaboração se dá na relação contratante-contratado. O contratante é o polo das expectativas e o contratado é quem realiza e busca atender às expectativas.
Nos serviços audiovisuais nem sempre a produção acontece como colaboração criativa. Clientes com expectativas desancoradas e orçamentos desafiadores. Produtoras, pressionadas financeiramente, aceitando projetos inviáveis e entregando frustração. Videomakers repetindo fórmulas pra ganhar no volume. Conformismo com resultados e sensação de dinheiro desperdiçado. É possível fazer diferente com o mesmo orçamento e prazo? De que maneira a colaboração criativa pode qualificar as entregas?
A importância da escuta qualificada e da ancoragem de expectativas.
Em um ambiente de colaboração criativa escutar é tão importante quanto propor. O cliente é conhecedor do negócio. Sabe quem é seu público e o que espera com o investimento. O profissional de video é o especialista em linguagens (ou deveria ser). Conhece e opera equipamentos, sabe identificar o grau de dificuldade da realização. A melhor colaboração, nesse caso, é quando o profissional de video compreende o contexto do cliente e contribui para que ele entenda a solução proposta.
Sem escuta qualificada o cliente pede o impossível, o profissional acata e no final justifica: "foi você quem pediu!"
Óbvio que essa é uma caricatura sobre expectativas desancoradas. Existem maneiras de evitar esse defecho. O contratante tem bons motivos para desconfiar do prestador que promete qualquer coisa pra fechar a venda. Um realizador evita frustrações quando ancora expectativas do cliente com um plano de trabalho transparente e ideias fundamentadas.
Ao reconhecermos a importância da escuta qualificada é possível perceber o problema das ofertas baseadas em "packs de videos". Aparentemente vantajosas, pelo preço agressivo, essas ofertas entregam uma fórmula. Sem diferenciação, sem personalidade, é muito comum que esse tipo de video seja, rapidamente, percebido como custo.
Isso não significa que a produção audiovisual deve ser compreendida como investimento inacessível. Nem todo cliente precisa de um filme institucional. Nem toda audiência se impressiona com "linguagem cinematográfica".
É desafio do profissional de vídeo compreender essas sutilizas e adequar a proposta ao contexto do cliente. Essa capacidade talvez seja o melhor indicador de que o cliente encontrou o profissional certo.
Um ambiente de colaboração criativa real permite testar ideias e encontrar o tom da comunicação. Não há vídeo avulso que resolva sozinho desafios de posicionamento de marca. Construir percepção de valor é uma jornada que exige consistência. Encontrar os parceiros certos e criar um ambiente frutífero de colaboração criativa pavimenta a caminhada nessa direção. Dessa maneira, o investimento em videos se converte na desejável conexão com as audiências.

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